O conhecimento trivium nos processos de ensino-aprendizagem

  • Nuno Vieira Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Palavras-chave: Conhecimento trivium, etnomatemática, prática docente

Resumo

As escolas devem ensinar a todos os alunos competências de literacia (instrumentos comunicativos), materacia (instrumentos intelectuais) e a tecnoracia (instrumentos materiais), D’Ambrosio (1999). Estas competências também podem ser adquiridas pelos professores, na sua prática por via informal, apreendidas de uma forma recursiva. Assim, o ensino, enquanto atividade social, permite desenvolver competências de literacia, materacia e tecnoracia. Os professores leem o que os alunos vão transmitindo (literacia), interpretam e fazem inferências (materacia) no sentido de adotarem estratégias de ação (tecnoracia) que melhor se adequem ao que os alunos vão dizendo. Neste sentido, literacia, materacia e tecnoracia constituem o seu conhecimento trivium. Através da análise das entrevistas a professores do ensino secundário, em Portugal, foi analisado o seu conhecimento trivum, no sentido de perceber as implicações do mesmo na prática docente: os professores que revelam estar atentos ao que os alunos dizem, que analisam a informação e implementam estratégias que consideram consentâneas, são os que menos tendem a seguir uma estruturação de aula padronizada e rígida.

Biografia do Autor

Nuno Vieira, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Desempenha atualmente funções diretivas no Agrupamento de Escolas Pioneiros da Aviação Portuguesa, Amadora, Portugal. É Doutorado em Educação pela ULHT com a tese intitulada Os tempos que o tempo tem: o conhecimento trivium dos professores de matemática em período de mudança.
Publicado
2017-08-08