O que pensam os futuros professores de Matemática sobre o programa de bolsas de iniciação à docência

  • Marcos Pavani Carvalho IF Sudeste de Minas Gerais
  • Liliane Martinez Antonow IF Sudeste de Minas Gerais
  • José Fernandes Silva IF de Minas Gerais - Campus São João Evangelista
Palavras-chave: Ensino de Matemática. Formação de professores. Iniciação à Docência.

Resumo

Resumo: Este artigo apresenta resultados parciais de uma pesquisa de doutorado em Educação Matemática que envolveu um grupo de cinco estudantes da Licenciatura em Matemática ingressantes no Programa de Bolsas de Iniciação à Docência – Pibid, projeto financiado pela Capes. Seu objetivo é discutir as percepções dos futuros professores a respeito das contribuições do Pibid no processo de desenvolvimento do conhecimento profissional. A análise de dados fundamentou-se nos estudos de Ponte (1995; 1998) e Ball, Thames e Phelps (2008). A coleta de dados se deu por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com cinco estudantes da Licenciatura em Matemática participantes do Pibid, após seis meses da inserção do grupo de futuros professores no contexto escolar. Percebemos que os futuros professores acreditam que o Pibid pode contribuir na melhoria da formação acadêmica. Constatamos indícios da articulação dos conhecimentos mobilizados nas disciplinas cursadas na licenciatura com a prática desenvolvida nas aulas ministradas. Percebemos também que a coordenação do programa não promove espaço para a reflexão acerca do planejamento e da prática realizada nas aulas ministradas pelos futuros professores. Assim, existe a necessidade de que a coordenação do Pibid – Matemática, desenvolva processos formativos para o professor da escola pública que acompanha os estudantes nas ações na escola parceira e providencie espaços para a reflexão desses docentes juntos aos futuros professores durante todo o decorrer do Pibid – para o planejamento, no decorrer e na avaliação das aulas nas escolas que integram esse projeto.

Referências

ALMEIDA, R. N. Professor de Matemática em Início de Carreira: Contribuições do Pibid. Tese de Doutorado em Educação Matemática – Universidade Anhanguera de São Paulo, São Paulo, 2015.

BALL, D. L.; THAMES, M. H.; PHELPS, G. “Content Knowledge for Teaching: what makes it special?” In: Journal of Teacher Education. v. 59, n.5, novembro, p. 389-407, 2008.

BARDIN, L. “Análise de Conteúdo”. Edições 70 ed. Lisboa, 2011.

BRASIL. Capes. Portaria Normativa nº. 38 de 12 de dezembro de 2007. Dispõe sobre o Programa de Bolsa Institucional de Iniciação à Docência – PIBID. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 Dez. de 2007.

GARNICA, A. V. M. História Oral e educação Matemática. In: BORBA, M. C.; ARAÚJO, J. L. (Org.) Pesquisa Qualitativa em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

GATTI, B. A.; BARRETTO, E. S. S.; ANDRÉ, M. E. D. A. “Políticas Docentes no Brasil”. Brasília: UNESCO, 2011.

HUBERMAN, M. “O ciclo de vida profissional dos professores”. NÓVOA, A. (org.). Vida de Professores. Portugal. Editora: Porto, 2013.

PONTE, J. P. “Da formação ao desenvolvimento profissional”. 1998, Lisboa. Disponível em www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/artigos-por-temas.htm. Acesso em: 10 abr. 2014.

PONTE, J. P. Perspectivas de desenvolvimento profissional de professores de matemática. 1995, Lisboa. Disponível em www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/artigos-por-temas.htm. Acesso em: 10 abr. 2014.

SACRITÁN, J. G. ”Tendências investigativas na formação de professores”. In: PIMENTA, S. G; GHEDIN, E. (orgs). Professor Reflexivo no Brasil. São Paulo. Editora: Cortez, 2002.

Publicado
2017-09-03