Professores opinam sobre importância de tópicos de Matemática de 6º ao 9º ano do ensino fundamental

  • Lucia Arruda de Albuquerque Tinoco Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Matemática, Projeto Fundão
  • Ana Lucia G. Bordeaux Rego
  • Gilda Quitete Portela
  • João Rodrigo Statzner
  • Luciana Maria Lima da Silva
  • Marcos Augusto de Araújo
  • Maria Palmira da Costa Silva
  • Matheus Nascimento dos Santos
  • Tadeu Tadeu Silveira Waise
Palavras-chave: currículo; conteúdos importantes; opinião de professores.

Resumo

O presente trabalho tem por objeto consulta feita a professores da escola básica ou de Instituições de Ensino Superior sobre questões relativas à importância ou não de tópicos de matemática para a formação de alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A pouca participação dos professores em exercício na elaboração de currículos de nível básico e a quantidade excessiva de tópicos incluídos em tais currículos serviram de motivação para o mesmo. Inicialmente, foram enviados via google docs, a cerca de 1100 professores, dois questionários, contendo 26 tópicos, a serem classificados como: de “alta importância”, de “importância média” ou “sem importância” pelos consultados. A análise das respostas mostrou que, embora professores considerem excessiva a quantidade de conteúdos incluídos nos programas, têm dificuldade em apontar tópicos como sendo sem importância. Uma segunda etapa da pesquisa, investigou razões pelas quais determinados tópicos foram considerados importantes ou não na primeira. Para 10 dos tópicos mais apontados anteriormente como “de alta importância”, bem como para os 10 mais apontados como “sem importância”, foram oferecidas opções de razões para tais classificações, entre as quais o entrevistado deveria escolher três. A maioria dos motivos destacados nas respostas foram condizentes com as tendências do movimento de educação matemática e, em geral, com a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Fundamental. Observaram-se ainda traços referentes à matemática tradicional, como a valorização do estudo de conjuntos.
Publicado
2018-03-06
Seção
Artigos