Uma Professora no Departamento de Física

Palavras-chave: Carreira acadêmica feminina. Gênero no campo acadêmico. Mulheres em carreiras masculinas.

Resumo

As pesquisas na área da educação superior e de gênero sobre carreiras das ciências exatas, ainda são recentes no Brasil. As mulheres, apesar de terem conquistado lugar em profissões ditas “masculinas”, esses espaços não são amigáveis. Elas entraram em massa nas universidades, mas não necessariamente como professoras, até mesmo no serviço público, onde já não existem barreiras ao ingresso das mulheres, sua ascensão nos ambientes “masculinos” ainda encontra muitos obstáculos. Este artigo apresenta reflexões sobre a carreira de uma professora do departamento de Física de uma universidade federal, a partir de sua narrativa biográfica. A investigação partiu da seguinte questão norteadora: as relações de gênero afetam a carreira de uma docente do curso de Física? O principal objetivo foi identificar a percepção da discriminação de sexo e gênero na relação entre colegas de trabalho no departamento de Física de uma IFES do nordeste brasileiro, sob o ponto de vista de uma das docentes. O embasamento teórico foi pautado nas discussões sobre as relações de gênero e a divisão sexual do trabalho, considerando a cultura e o campo acadêmico. A técnica de coleta de dados empregada foi a de entrevista narrativa biográfica, e foi realizado um ciclo de três entrevistas. Os dados foram analisados, a partir da construção da (auto) biografia, utilizando a análise do discurso. Nos resultados foi possível identificar que as relações de gênero interferiram na trajetória profissional da docente biografada e as diferenças entre homens e mulheres se apresentam e se reproduzem em todos os tipos de atividades

Biografia do Autor

Lucimeiry Batista da Silva, Universidade Federal da Paraíba

Lucimeiry Batista da Silva, Graduada em Administração, Mestra em Administração e Doutora em Educação, tanto a graduação quanto as pós-graduações foram realizadas na Universidade Federal da Paraíba, Campus I – João Pessoa. Professora do Departamento de Administração, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Campus I – João Pessoa-PB. Integrante do Núcleo de Estudos em Aprendizagem e Competências – NAC/UFPB. Contato: meiry11@gmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9414391935846439.

Glória de Lourdes Freire Rabay, Universidade Federal da Paraíba

Glória de Lourdes Freire Rabay, Graduada em Jornalismo, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Mestra em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Campus I – João Pessoa e Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal. Professora do Departamento de Jornalismo, Centro de Comunicação, Turismo e Artes e professora dos cursos de Pós-Graduação em Jornalismo, também no CCTA e do Mestrado em Direitos Humanos do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Federal da Paraíba (CCTA/UFPB) Campus I – João Pessoa-PB. Pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação Sobre Mulher e as Relações de Sexo e Gênero da UFPB (NIPAM/UPBB). Contato: gloria.rabay@gmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0479694352894279.

Publicado
2020-08-31
Como Citar
Batista da Silva, L., & Rabay, G. (2020). Uma Professora no Departamento de Física. Com a Palavra, O Professor, 5(12), 373-388. https://doi.org/10.23864/cpp.v5i12.530