O percurso do GIFEM: um grupo que se tornou colaborativo

Palavras-chave: Grupo colaborativo. Professor pesquisador. Ensino fundamental. Educação matemática. Educação estatística.

Resumo

Neste artigo apresenta-se o histórico de constituição do Grupo de Investigação e Formação em Educação Matemática - GIFEM. O objetivo é discutir os elementos constitutivos de um grupo colaborativo a partir da exploração de conceitos como desenvolvimento profissional contínuo, autonomia docente, identidade profissional, agência, amigo crítico, colaboração, relação reflexiva entre o trabalho dos professores, insubordinação criativa e professor ativista. Um grupo que se tornou colaborativo durante o seu processo constituinte, tendo suas pautas de trabalho centradas no estudo teórico e metodológico sobre o ensinar e aprender matemática e estatística no Ensino Fundamental. Evidencia-se, desta experiência de produção coletiva e colaborativa, a importância de o professor assumir-se como produtor de conhecimento e compartilhar suas práticas e seus conhecimentos profissionais.

 

Referências

BEIJAARD, D.; MEIJER, P. C.; VERLOOP, N. Reconsidering research on teachers’ professional identity. Teaching and Teacher Education, Philadelphia: Elsevier, v. 20, p. 107-128, 2004.

BIESTA, G.; TEDDER, M. How is agency possible? Towards an ecological understanding of agency-as-achievement. 2006. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/228644383_How_is_agency_possible_Towards_an_ecological_understanding_of_agency-as-achievement#fullTextFileContent. Acesso em: 5 nov. 2020.

BIESTA, G.; TEDDER, M. Agency and learning in the lifecourse: Towards an ecological perspective. Studies in the Education of Adults, London, v. 39, n. 2, p. 132-149, 2007.

CONTRERAS DOMINGO, José. La autonomia del profesorado. Madrid: Morata, 1997.

CURLETTE, W. L.; GRANVILLE, H. G. The four crucial cs in critical friends groups. The Journal of Individual Psychology, Austin. v. 70, n. 1, p. 21-30, Spring 2014.

CYRINO, M. C. C. T. Identidade profissional de (futuros) professores que ensinam matemática. Perspectivas da Educação Matemática, Campo Grande, v. 10, n. 24, p. 699-712, 2017.

D’AMBROSIO, B. S.; LOPES, C. E. Insubordinação criativa: um convite à reinvenção do educador matemático. Bolema, Rio Claro, v. 29, n. 51, p. 1-17, 2015.

FERREIRA, A. C. Metacognição e desenvolvimento profissional de professores de matemática: uma experiência de trabalho colaborativo. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil, 2003.

FIORENTINI, D. Pesquisar práticas colaborativas ou pesquisar colaborativamente? In: BORBA, M. C.; ARAÚJO, J. L. (Org.). Pesquisa qualitativa em educação matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. p. 47-76.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

HARGREAVES, A. Os professores em tempos de mudança. O trabalho e a cultura dos professores na Idade Pós-Moderna. Lisboa: Mc Graw-Hill, 1998.

LOPES, C. E. Itinerários autobiográficos de educadores estatísticos. Campinas/SP: Mercado de Letras. No prelo.

LOPES, C. E. A constituição de professores pesquisadores que ensinam matemática e suas identidades profissionais ativistas. Perspectivas de Educação Matemática. Campo Grande. v. 12, n. 30, 2019. p. 598-611.

LOPES, C. E. O conhecimento profissional dos professores e suas relações com estatística e probabilidade na educação infantil. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil, 2003.

LOPES, C. E.; MENDONÇA, L. (orgs.). Trilhas investigativas em educação estatística narradas por professores que ensinam matemática. Campinas/SP: Mercado de Letras, 2017.

MARCELO GARCÍA, C. Formação de professores: para uma mudança educativa. Lisboa: Porto,1999.

PASSOS, C. L. B. et al. Desenvolvimento profissional do professor que ensina Matemática: uma meta-análise de estudos brasileiros. Quadrante, Lisboa, v. 15, n. 1-2, p. 193-219, 2006.

PIMENTA, S. G. Formação de professores: identidade e saberes da docência. In. PIMENTA, S. G. (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 2002. p. 15-34.

PINEAU, G. A autoformação no decurso da vida: entre hetero e a ecoformação. In: NÓVOA, A.; FINGER, M. (Org.). O método (auto)biográfico e a formação. Natal: EDUFRN. São Paulo: Paulus, 2010. p. 97-118.

POPKEWITZ, T. S. Profissionalização e formação de professores: algumas notas sobre a sua história, ideologia e potencial. In: NÓVOA, António (Coord.) Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992.

SACHS, J. The activist teaching profession. New York: Open University Press, 2003.

SACHS, J. Skilling or emancipating? Metaphors for continuing teacher professional development. In: MOCHKLER, N.; SACHS, J. (Ed.) Rethinking educational practice through reflexive inquiry. London: Springer, 2011.

SCHÖN, D. The reflective practitioner: How professionals think in action. New York: Basic Books, 1983.

TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.

Publicado
2021-05-01
Como Citar
Lopes, C., & Mendonça, L. (2021). O percurso do GIFEM: um grupo que se tornou colaborativo. Com a Palavra, O Professor, 6(14), 255-270. https://doi.org/10.23864/cpp.v6i14.671